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FICHA TÉCNICA

 

argumento e interpretação

Sílvia Real

argumento (animação e peça), sonorização

Sérgio Pelágio

figurino, adereços e direcção de cena

Ana Teresa Real

cenografia e design gráfico

Carlos Bártolo

desenho de luzes e direcção técnica

Carlos Ramos

assistente de cena

Ângela Ribeiro

animação

Daltonic Brothers

sonorização (animação)

Simão Costa

assistente de ensaios

Filipa Francisco

marcenaria

José Botelho

Produção

Produções Real Pelágio

Co-produção

Culturgest

Fundação Centro Cultural de Belém

Teatro Viriato

Teatro Circo

Festival Y/ Quarta Parede

Centro Cultural do Cartaxo

Centro de Arte de Sines 

 

Agradecimentos 

A Real Pelágio agradece a todas as pessoas que, ao longo de muitos anos, programaram e colaboraram com a Senhora Domicília na sua Trilogia.

APRESENTAÇÕES

 

Tritone

©Susana_Neves_3578.JPG

 

Depois do sucesso de Casio Tone e das aventuras da Senhora Domicília se terem tornado o tema central em Subtone, a saga continua com o terceiro capítulo: Tritone.
Tal como nos anteriores, toda a peça acontecerá dentro do mesmo cenário minúsculo, num registo trágico-cómico e sem texto.

Depois do problema da falta de espaço em casa e do tédio no seu trabalho solitário, Tritone é um hotel quase cápsula, dentro do qual a Senhora Domicília irá passar umas férias que a vão deixar como nova.

“A trilogia Casio Tone (1997), Subtone (200 ) e Tritone, de Sílvia real, é um desses casos cujo fascínio só pode aumentar a cada capítulo deste projecto livre, coerente e dos mais imaginativos da dança portuguesa.
[...] O mais imediato que se pode dizer sobre Domicília é o reconhecimento das referências burlescas de Buster Keaton a Jacques Tati. Mas seria reduzir todo o projecto de Sílvia Real a um tom de farsa pós-moderna que, se não está ausente, não abrange a totalidade do seu discurso. A citação tem dez anos, mas ainda se adequa: “Sílvia manipula o discurso e acrescenta-lhe múltiplos sentidos. (...) Sobre um discurso aparentemente banal, tece um outro discurso, compósito e cheio de humor, que ironiza e subverte o primeiro” (Maria de Assis, Movimentos Presentes, 1997).”

Tiago Bartolomeu Costa, Público, 1-01-2007

“Feliz ou infeliz?
Ela não é feliz, nem infeliz. No meio da sua rotina pensada e executada ao milímetro, não vive – cumpre. Perdeu simplesmente a capacidade de avaliar o seu estado de espírito. Esta mulher que não lê – a não ser as “Seleccções do Reader’s Digest” -, que não ouve música de elevador, da boa ou da má, e diz que o Ginger Ale é a sua bebida favorita, ri apenas uma vez nos três solos da série. Há um espasmo de felicidade quando brinca com o seu Casio Tone.[...]
Alienada
É uma trintona que não envelhece, como o Tintim e a Anita. Sem densidade, não se questiona, não aprende, não tem expectativas. Está sempre a arranjar desculpas para não enfrentar os problemas. Prefere simular uma praia num quarto de hotel à beira-mar do que pôr os pés na areia. O gosto pela convivência com o falso é uma das principais marcas da sua personalidade.”

Lucinda Canelas, Público, Y, 12-01-2007

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