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Grupo 23: silêncio!

O Grupo 23: silêncio! foi um coletivo de educação artística intergeracional, ímpar no contexto nacional e continuamente ativo entre 2015 e 2019. Começou por ser um projeto experimental, e com o tempo, a equipa foi crescendo e envolvendo pedagogos, produtores, editores, músicos, crianças e adolescentes. Neste período desenvolveu investigação e cocriação em artes performativas, pensamento crítico e direitos humanos, tendo estreado três espetáculos: E se tudo fosse amarelo?” (Culturgest, 2015), “Agora”, (São Luiz Teatro Municipal, 2017), e “A Laura quer!”, (Teatro Nacional D. Maria II, 2019). 

 

“Enquanto coletivo, questionámos constantemente a forma como jovens e adultos pensam a sociedade. Através da arte quisemos dar a possibilidade a cada um de intervir enquanto membro de um coletivo diante de conceitos de extrema importância para a evolução social. E tudo partiu da ideia de uma mãe e de um pai… Desde sempre quisemos interagir construtivamente com a Escola dos nossos filhos. Nunca nos faltou coragem para tentar mexer com aquilo que nos rodeia e que achamos que pode e deve melhorar!

 

No Grupo 23: silêncio! nunca nos esquecemos de como é essencial não ter pressa. No atual sistema de ensino, há falta de espaço para o debate e para a experiência sem objetivo mensurável. Falta tempo para aprender a pensar, para improvisar e para falar de assuntos urgentes e fenómenos preocupantes na nossa sociedade, tais como: homofobia, racismo, questões de género, e muitas outras formas de discriminação. Acreditamos também que o contacto desde muito cedo com artes e com artistas abre mentalidades, potencia outras formas de pensar o mundo, determina personalidades e deveria ser OBRIGATÓRIO nas escolas!

 

Com a nossa atividade, quisemos proporcionar uma experiência artística forte aos mais novos, dar-lhes toda a confiança para descobrirem as suas paixões, tornando-se pessoas menos preconceituosas, mais confiantes e abertas ao mundo. Estamos num momento das nossas Histórias em que muito está a regredir: racismo, fascismo e muitos ismos terríveis que devem fazer parte de uma educação global. A educação é a base de uma sociedade e, como tal, é durante a infância que se deve começar a experimentar e a questionar o mundo que nos rodeia”. 

 

Sílvia Real